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11/04/2015

O Boicote e a Hipocrisia de Sempre

babilonia1O beijo entre as senhoras Teresa (Fernanda Montenegro) e Estela (Nathalia Timberg), da novela Babilônia, chocou bastante os cristãos (e não cristãos, mas conservadores) brasileiros que hasteiam a bandeira da moral e bons costumes.  Tanto  porque ninguém estava esperando por isso,  quanto pelo fato de ter sido logo de cara, sem dó nem piedade já no início da novela. Desta vez os autores não criaram nenhuma expectativa quanto ao beijo de seus personagens homossexuais, como vinha acontecendo nas novelas anteriores, onde o beijo ocorria apenas nos últimos capítulos com uma boa dose de marketing.
 
Como de costume houve o boicote à novela (obrigando os autores a mudarem o enredo a fim de conquistar o público e recuperar os números do ibope). Mas o que realmente quero destacar e comentar aqui é a hipocrisia à frente deste boicote pela simples razão de que nenhuma novela possui conteúdo adequado para cristãos e conservadores. O cômico é que se não estivessem assistindo, não teriam se escandalizado com a pouca vergonha exibida na TV. E este é exatamente o detalhe que poucos enxergam; todos os pecados apresentados nas novelas nunca boicotadas são toleráveis, mas apenas beijo gay é digno de boicote. Onde fica então a coerência?
 
Não pense que estou à favor da Globo (Adianto inclusive que há tempos não acompanho mais nehum folhetim) ou tampouco à causa LGBT. Meu repudio é pela incoerência do protesto que acaba manchando a imagem da igreja e mais ainda o nome de Cristo. Afinal a hipocrisia em assistir passivos diversos programas com conteúdo impróprio, mas protestar apenas por beijo gay, é demasiadamente grande e ridículo para os que estão do outro lado. É justamente por isto que Cristo nos convoca à vigiar e orar, para que nossos atos e palavras estejam em sincronia. Pois se não for assim  terminamos por causar o efeito reverso levando almas à perdição ao invés de salvação, inclusive a nós mesmos. 

Que possamos assim buscar em nossa comunhão diária com Deus, luz para sabermos como agir em momentos calorosos como este e mais ainda, pedir resistência às tentações que nos levam a assistir qualquer programa degradante para nossa fé. 

02/01/2015

Sem Amor...

...Nada somos, diz a mensagem escrita pelo apóstolo Paulo aos Corintos. 

Poderia ter o dom de anunciar mensagens de Deus, ter todo o conhecimento, entender todos os segredos e ter tanta fé, que até poderia tirar as montanhas do seu lugar, mas, se não tivesse amor, eu não seria nada. (‭1 Coríntios‬ ‭13‬:‭2‬ NTLH)

É curioso notar nossa mania de sempre nos orgulhar por algo, sentindo-nos superioriores aos demais. E Deus nos mostra que não importa o quão incríveis possamos nos considerar, sem amor, tudo  o que somos ou fazemos é inválido. 

O detalhe é; de que amor estamos falando? Bem, amor é sinônimo de humildade. Pois é a humildade que nos coloca de igual para igual aos outros. É ela que nos leva a ter infinita necessidade de comunhão com Deus e refletir o amor dEle para o mundo, porque só a humildade enxerga a maior necessidade dos homens; Amor. 

[E] Quem ama é paciente e bondoso. Quem ama não é ciumento, nem orgulhoso, nem vaidoso. Quem ama não é grosseiro nem egoísta; não fica irritado, nem guarda mágoas. Quem ama não fica alegre quando alguém faz uma coisa errada, mas se alegra quando alguém faz o que é certo. Quem ama nunca desiste, porém suporta tudo com fé, esperança e paciência. (‭1 Coríntios‬ ‭13‬:‭4-7‬ NTLH)

Exercer o amor, em teoria, de fato, é mui fácil. E realmente, exercê-lo no dia-a-dia é tarefa complicada e para alguns, impossível. Contudo, em Deus faremos proezas e Ele o impossível, que é a nossa transformação. Não é à toa que o apóstolo João diz que quem ama conhece a Deus, porque Ele é amor. (1 João 4:7).

Portanto, em dias que estão profetizados a morte do amor no mundo, os portadores da Luz de Cristo devem exercer o genuíno amor, afinal não somos em essência, do mundo, portanto não cabe a nós o resfriamento do amor, mas sim o crescimento dele para que não haja apenas luz, mas também cor na vida cada vez mais cinza da humanidade.